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Cemitério – Livro registra homem e mulher sepultados com 142 anos

Poucos assuntos exercem tamanho fascínio e temor quanto os cemitérios. Entretanto, este assunto pode desvendar alguns fatos da cidade de Cordeirópolis através de um livro que está datado em 1900.
De acordo com o zelador do cemitério, Glauco Oliveira, existem três livros de registros dos sepultamentos na cidade, onde sendo analisadas as linhas com escritas a mão, trazem fatos um tanto quanto curiosos para os anos de 1900. Nos dias atuais quando uma pessoa falece acima dos 70 anos de idade é caracterizado como um guerreiro, que conseguiu usufruir muitos anos de vida na terra,  agora imagina em 1902 serem sepultados acima dos 100 anos. E não foi apenas um, mas sim vários registros de homens e mulheres sepultados com 107, 110, 120, 130 e acredite: 142 anos.
Foi uma surpresa até mesmo ao zelador, o detalhe ao analisarmos os registros do livro de óbito: possuem o mesmo sobrenome: Oliveira.
Bárbara, solteira, filha de Laurindo Fermino de Oliveira, foi sepultada no dia 16 de abril de 1902 e José sepultado no dia 08 de novembro do mesmo ano, filho de Joaquim Antonio de Oliveira, ambos registrados com 142 anos.
O número maior de óbitos da época era de crianças, algumas com apenas horas de nascimento.
“O número maior de crianças acredito que deveria ser devido ao surto da febre amarela”, explicou o zelador.
Ainda de acordo com Oliveira, ele por conta própria digitalizou os óbitos do livro de Cascalho, por questões de controle interno.
“Até julho de 2016, foram computados 2779, somente do Cemitério de Cascalho, em Cordeirópolis acredito que tenham aproximadamente 10 mil”, acrescentou o zelador.
O primeiro registro do livro de Cascalho foi em 29 de janeiro de 1902 de uma criança com nome de João com apenas cinco dias de vida, filho de Angelo Campo Dall’orto.
Enfim, a construção de uma cidade e até mesmo de uma moradia é de interesse das pessoas que nelas vêem um pedaço de sua própria história, o mesmo também em relação à construção do que é também chamado de última morada que é o cemitério, portanto, lá estão os livros que podem revelar um pouco mais da história dessa cidade, chamada Cordeirópolis.
Túmulos mais antigos –
 O túmulo mais antigo do cemitério de Cordeirópolis é de 20/05/1906, de José Ferreira das Neves, seguido do português Antonio das Neves que nasceu em 1843 e foi enterrado no dia 05/11/1906, ambos estão em condições melhores de conservação e as pedras provavelmente são importadas.
Curiosidades
Um túmulo que traz lendas e histórias é o que está localizado na quadra 05, Letra E, o  famoso túmulo da “desconhecida” . De acordo com as lendas e crenças de populares, muitas graças já foram alcançadas por ela.
A lenda conta que essa moça, uma andarilha, estava passando por Cordeirópolis por volta de 1977 e foi morta com facadas. 
“Eu a vi andando o dia todo no pátio do Posto Barreirense, estava prestando serviços no local  nesse dia. No dia seguinte soube que ela foi morta no mato. Segundo as informações da época, um  rapaz que trabalhava no posto saiu com ela e a matou, únicas informações que tínhamos”, afirmou um cordeiropolense que estava no cemitério.
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