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Ipês colorem Cordeirópolis

Árvores que foram plantadas no município na década de 60 tem história que envolve amor, amizades e tristeza

Eles colorem o município neste inverno, sendo impossível não passar por um deles e não fazer um registro ou apenas admira-los. Os ipês de Cordeirópolis, estão em sua beleza máxima neste período do ano. As árvores que foram plantadas na década de 60, tem papel fundamental do extinto grupo SEPRAMAM que era liderado por Odécio Lucke. O lado triste, foi registrado nos anos 80, quando diversas árvores de ipês e outras espécies foram cortadas em vários pontos da cidade.

Para entender mais essa história, nós conversamos com a Dona Lourdes Lucke. Ela é viúva de Odécio Lucke, o principal responsável por toda a parte ecológica de Cordeirópolis por mais de 20 anos. Ela nos conta, que as árvores foram plantadas na década de 60 através do grupo SEPREMAM que era composto ainda por mais 15 pessoas, eles eram responsáveis por plantarem diversos tipos de árvores no município.

“Tudo isso, não custou nada para os cofres públicos durante aquele período. Ele, fazia por amor e esquecia até mesmo de cuidar da saúde. Pegava o carro, não importava a hora e ia atrás das mudas e estudava muito para entender sobre essas plantas. O grupo, era muito unido para um bem maior.”, conta a Dona Lourdes.

Nos anos 80, a parte mais triste desta história. As árvores já estavam grandes e o grupo do SEPREMAM resistia forte na luta pela ecologia. Conforme, a Dona Lourdes, A Avenida Presidente Vargas era um grande túnel de árvores plantadas, uma sombra refrescante tomava a avenida e no período de chuva não precisava nem de sombrinhas ao passar ali, já que as árvores protegiam. No município os ipês rosas, brancos e amarelos estavam por toda a parte e embelezavam Cordeirópolis.

“Era tudo muito lindo, mas todas as árvores foram podadas e outras cortadas durante este período, além disso o grupo foi extinto. O viveiro que Cordeirópolis tinha, também foi destruído. Algumas conseguiram ficar e são essas que vemos hoje, só que tínhamos o dobro disso e diversas cores em toda a cidade”, disse Dona Lourdes, com os olhos cheios de lágrimas.

Quinze dias após a destruição em massa das árvores que carregaram tantas lutas, Odécio Lucke faleceu no ano de 1983. Ele, deixou várias fotos que representaram para si momentos de dor. Na parte traseira dos registros que mostram as árvores caídas e secas no chão, estão datas escritas em lápis e com as informações do local.

“Foi muito difícil para ele, na verdade para todos nós, pois foram anos de histórias e alegria. Hoje, eu faço questão de chamar atenção de quem faz mal para a mãe natureza, pois ela cobra e cobra muito caro”, finalizou Dona Lourdes.

TUDO SOBRE OS IPÊS:  

O ipê é uma árvore do gênero Tabebuia (antes Tecoma), pertencente à família das bignoniáceas, podendo ser encontrada em seu estado nativo por todo o Brasil. Há muitos séculos, o ipê – também chamado de pau-d’arco, no Norte – vem sendo apreciado tanto pela excelente qualidade de sua madeira, quanto por seus efeitos ornamentais, decorativos, e até medicinais.

A árvore do ipê é alta, bem copada e, no período da floração, apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas. Estas dão lugar às flores – amarelas-ouro, brancas ou roxas – que estampam belas manchas coloridas nas paisagens do País. O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro. Sua madeira é bela, de cor castanho-oliva ou castanho-avermelhada, e com veios resinosos mais escuros.

As diversas variedades de ipê recebem os respectivos nomes de acordo com as cores de suas flores ou madeira. Vale ressaltar que, de uma maneira geral, os ipês são distribuídos por 120 gêneros, com cerca de 800 espécies.

Texto retirado do site da Fundação Joaquim Nabuco, sendo ele realizado pela pesquisadora Semira Adler.

Por: Diego Fabiano de Oliveira

Foto: Leandro França

 



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