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Mais de 80% dos pequenos negócios enfrentaram queda no faturamento durante pandemia

Veja as alterações que empreendedores fizeram para driblar a crise

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus vai além da saúde e impacta todas as áreas da vida em sociedade. O cenário econômico é um dos mais afetados perante as recomendações de distanciamento para a proteção da população. Com a suspensão de parte das atividades comerciais e das aglomerações, profissionais autônomos e pequenas empresas foram gravemente prejudicados.

O prazo das restrições estabelecido pelo governador de São Paulo, João Dória provocou uma queda do PIB, em R$ 86 bilhões, no período de março a abril.

Segundo um estudo um estudo publicado em 16 de abril de 2020, o qual foi realizado pelo professor Titular do Departamento de Economia da FEA-USP, professor Dr. Eduardo A. Haddad, os impactos econômicos das medidas de isolamento e distanciamento social no estado de São Paulo e suas Regiões no período do primeiro mês de 17 de março a 13 de abril foi uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 86 bilhões.

O setor mais afetado foi o comércio por atacado e varejo com perda em mais de R$ 14 milhões e em segundo foram as atividades imobiliárias com mais de R$ 13 milhões.

De acordo com pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais de 80 % dos pequenos negócios enfrentaram queda no faturamento devido às medidas de isolamento no país.

Veja o gráfico completo aqui.

O Portal JE10 entrevistou alguns empreendedores de Cordeirópolis que nos contaram como foi driblar essa paralisação, quais rumos tomaram, como foi com os funcionários¿

Acompanhe as entrevistas:

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É inevitável falarmos sobre o comércio sem mencionar a crise que estamos enfrentando com o novo coronavírus, que está afetando a maioria dos comerciantes de todo o país. Cerca de (80%) desses microempresários estão passando por um momento de desafio em seus comércios de acordo com o Sebrae.

“Olha, esta sendo difícil pra todo mundo, não tem quem não foi afetado, a não ser os mercados e farmácias. Pra mim afetou 70%, antes eu tinha 16 funcionários e hoje estou trabalhando com cinco, então é uma coisa complicada. Estou com delivery, não supri praticamente muita coisa, mas ainda estou trabalhando”, declarou José Roberto, proprietário do restaurante Minatel.

Grande parte dos representantes comerciais estão usufruindo da criatividade para se adaptar a novas formas de trabalho, tendo em vista o progresso e o sucesso, sendo cautelosos e determinados para não entrar em estado de calamidade em sua empresa e trazendo sempre o melhor para seu público comprador.

O microempresário José Roberto, alterou sua forma de trabalho para continuar a contribuir com seus clientes através de seu restaurante.

“Estou me adaptando. Por exemplo, eu já tinha o delivery, só que era 3% do meu faturamento, hoje está em torno de 20% a 25%. Então, você evolui. Eu já tinha um custo muito alto, com tv, ar condicionado. Hoje não tenho nada disso. A gente tem que se redesenhar na crise, eu estou fazendo minha parte”.

Tudo que é novo, traz mudanças em todos os aspectos, tanto psicológico quanto emocionalmente. Isso torna a população um pouco melhor a cada dia, levando em conta todo o aprendizado absorvido durante toda a dificuldade enfrentada, fazendo-os ver o mundo com outros olhos, tendo mais empatia e sendo mais generosos uns com os outros.  José Roberto afirma que o ponto positivo é sobre a mentalidade das pessoas (sejam elas empresárias ou não). Ele acredita que a humanidade vai evoluir mentalmente.

“Muitos empresários perceberam que tinham funcionários a mais, que com menos da para fazer a mesma coisa”, afirma o comerciante.

MASCARAS

As vendas de calçados e roupas diminuíram quase 90% de acordo com o Jornal O Global, trazendo assim grandes dificuldades para os comerciantes desse ramo, que estão lidando com os delivery para não pararem 100% com seu comércio. Para as pessoas da área de artesanatos e costuras em geral, houve um avanço na pandemia, que é a produção de máscaras, já que esse é um dos meios de proteção contra o vírus . Em Cordeirópolis, a realidade não é diferente, muitas pessoas encontraram dessa forma para expandir as vendas e aumentar a produção das máscaras.

A Raro’s Confecções, loja que esta há 30 anos no mercado, conhecida pelas vendas de uniformes em geral, também se adaptou à nova pandemia, e deu início a fabricação de máscaras, e a criação de um site.

“O site da Raro’s Confecções é novo, estávamos desenvolvendo antes da pandemia” disserta a proprietária, porém ela declara  que não dá pra suprir tudo isso somente com o site, mas que já começaram com as divulgações.

Paula Zaia, costureira e proprietária do Ateliê  Meu Pedacinho de Pano, também está usando o método das confecções de máscaras, ela declara que seu ramo é a costura criativa como fraldas e toalhas bordadas, necessaire e bonecas. A microempresária diz que por conta da crise e pela falta de máscaras no mercado, ela pesquisou sobre os tecidos utilizado e deu início a produção.

“No começo elas foram um sucesso no meu negócio, pois consegui adquirir um estoque de matéria prima e comprar duas máquinas industriais. Já agora estou fazendo apenas personalizadas, por encomenda e voltei a focar no meu ramo o qual lancei uma linha pet”

Todos enfrentam alguma dificuldade por conta de todo o desafio que o mundo vem passando, Paula relata que estava com projetos a serem divulgados e quando a crise se instalou, teve que parar, começar com a máscaras e reinventar, aproveitar esse momento para divulgar seu trabalho, e que apesar de tudo, o ponto positivo foi a  procura das máscaras, onde ela conseguiu divulgar seu ateliê, tanto no espaço físico quanto na rede social. Ela relata suas formas de lidar com tudo isso.

“Estou tentando me adaptar com a situação, no começo fiquei muito assustada, pensando o que seria pois estou apenas há cinco meses com a loja física, mas fui me adaptando e  procurando tirar proveito positivo para meu negócio”.

Todos os autônomos estão procurando uma maneira de se adequar à nova fase do momento, procurando sempre melhorias em seu negócio, e grande desenvolvimento, afim de expandir seu comércio, trazendo sempre grandes novidade para os clientes. E não se deixando abalar pelo novo coronavírus, tendo em mente que toda fase ruim vai passar.

AGRICULTURA

Diante da pandemia do coronavírus, muitas famílias ficaram desamparadas, pela falta de emprego e de renda mensal, que colabore com a alimentação de cada residência. Com isso, a Prefeitura de Cordeirópolis, iniciou a distribuição  de cestas alimentícias, contendo a cesta verde, uma parceira da própria prefeitura juntamente com os Cooperadores dos Agricultores Familiares de Cascalho da cidade, oferecendo frutas, verduras e legumes, que são entregues e distribuídos para as famílias necessitadas durante este período.

No total são 27 cooperadores, sendo sete os fornecedores da prefeitura. De acordo com a presidente do Fundo Social e Secretária de Educação, Angelita Meneghin Ortolan.  são entregues mil  cestas quinzenalmente, que são organizadas pela Secretaria da Educação com o apoio da Coordenadoria de Agricultura. O Portal JE10 fez um levantamento com o coordenador dos agricultores Ricardo Luiz Poli, sobre as famílias atendidas, durante esse período de pandemia.

“No início da pandemia, eram em torno de cem famílias que precisavam deste auxílio, hoje chegamos em torno de mil atendidas”, afirma o coordenador.

Apesar de tudo, a cidade com seu gesto acolhedor obteve um avanço com a iniciativa pública de amparar as famílias necessitadas com as cestas de hortifrúti, sendo assim, os produtores não tiveram a entrega interrompidas para os munícipes.

Poli afirma que o grande impacto causado pela pandemia, foi na diminuição da comercialização devido a muitos pontos de entregas como: quitandas, supermercados, lanchonetes, restaurantes e escolas terem reduzido ou interrompido o funcionamento.

“Agora pensamos como se diz na roça ‘firmar o pé’ e  aguentar firme, para superarmos juntos esta pandemia que atingiu a todos, independente de classe social, ramo de atividade, status ou qualquer outro. O setor do agronegócio é um dos que foi impossível interromper o funcionamento.” Declarou Poli.

Diante de tudo, ele ainda aproveitou para parabenizar a todos do setor de saúde, pela garra e empenho e dedicação na luta contra o Covid-19, e também para parabenizar a todos do setor Agro e o agricultor familiar, por não se deixarem render pelo pior.

É evidente as batalhas que estamos percorrendo durante este período, desde um alimento dentro da residência de cada um, até um abraço não dado em seus amigos e familiares. Devemos ter em mente que tudo vai passar em breve, sem deixar se abalar pela condição, agradecendo aqueles que sempre estão buscando a melhoria breve.

A reportagem está na revista eletrônica JE10. Acesse aqui.





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