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Professor de Literatura comenta nova lista de livros da Fuvest

A mistura de clássicos com novidades na lista de leituras obrigatórias para seus três próximos vestibulares, que a Fuvest divulgou no dia 11 de março, agradou ao professor de Literatura do Colégio Novo Acadêmico – COC Limeira Edvaldo Rofatto. “Em vários aspectos, continua a cobrança da leitura de muitos clássicos que, há anos, são vasculhados nas aulas de Literatura, mas a lista surpreendeu muitos alunos e professores em vista das inovações flagrantes”, analisou.
 
A relação de livros para os vestibulares de 2017 a 2019 da Fuvest, que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, tem nove títulos, sendo que quatro são novidades em relação ao concurso de 2016. Permanecem na lista “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis; “O cortiço”, de Aluísio Azevedo; “A cidade e as serras”, de Eça de Queirós; “Vidas secas”, de Graciliano Ramos; e “Capitães da areia”, de Jorge Amado.
 
Entre os que passam a fazer parte do vestibular, a maior surpresa é “Mayombe”, do angolano Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos). Das obras de José de Alencar, “Iracema” substitui “Til”. “Sentimento do mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, dá a lugar a “Claro enigma”, do mesmo autor. Outro livro que entra é “Sagarana”, de João Guimarães Rosa. Os demais títulos que saem da lista são “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, e “Viagens na minha terra”, de Almeida Garrett.
 
Sobre os clássicos, Rofatto comenta que são “obras que venceram as barreiras do tempo, levando, para além da época de sua publicação, elementos essenciais para compreender as engrenagens que movimentam o nosso cotidiano e mobilizam as forças, ou as fraquezas, do nosso caráter”.
 
Entre as novidades, o professor destaca “Mayombe”. Ele lembra que a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já havia adotado em seu vestibular “Terra sonâmbula”, do também angolano Mia Couto, obra considerada um dos 12 melhores romances africanos do século 20. “Agora mais um romance daquele país veio reforçar a disposição de incluir nos conteúdos programáticos produções da cultura africana como meio de aproximação das literaturas de língua portuguesa”, observa.
 
Rofatto também chama a atenção para o fato de que, tanto a Fuvest quanto a Unicamp, têm dado ênfase à produção poética. Drummond, por exemplo, comparecerá na prova da Fuvest com os versos de “Claro enigma”, de 1951. “Nessa obra, se entrevê um poeta desesperançado e reflexivo, contemplando a condição humana no mundo do pós-guerra”.
 
Para saber apreciar a produção poética, o professor deixa uma dica: “Livros ou coletâneas de poemas não requerem leitura de um fôlego, são textos que devem ser lidos paulatinamente, para que se possa interpretar com calma e com proveito”.


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